viernes, setiembre 16, 2005

Anotação Nº 1
(Hemingway não conheçeo São Paulo)


domingo 24/7/05

Hoje me dei um presente, dormí umas horas a mais, fiquei uns minutos a mais na ducha quente. Fui andando sem pressa atê a melhor padaría do centro da cidade e pedí um pedaço da melhor torta ta região. Comí ela tambem sem pressa apreciando toda a intensa sutileza dos ingredientes. Dia nublado en sampa, perfeito para um bom café com leite.
A tarde saímos para pasear o livro e eu, como ele mesmo sugeriu saímos sem rumo com a intenção de perdernos na cidade guiados pelo sentir. Fomos levados a becos tão desconheçidos para mim quanto as ruas de Paris. Embora a cidade não tenha o capricho romántico da "Cidade Luz" guarda sumpressas emocionantes para um observador atento.
É domingo e a cidade respira aliviada do estopor semanal.
O livro e eu paramos no banco de uma pequena praça, eu escutei-o atento contar-me historias de Hemingway pasando fome se alimentando de imagens, personagens, sensassões. Ficamos alí pouco menos de uma hora e resolvemos ir almoçar, sentamos na mesa do botecona calçada tranquila do bairro da Barra Funda, escolhimos o melhor lugar na calçada desde onde podía se admirar a paisagem do descaso. Pedí bahião de dois e suco de cajú. Mais tarde resolvemos ir no cinema da rua Augusta, se o filme foi bom nem sei, dormí do começo ao fim, em compensassão foi das melhores sonecas em muito tempo, acordei cheio de disposição e, claro, fomos tomar outro café, desta vez um capuchino, daí para o fliperama.
Encontramos Claudinei, fumamos, divagamos sobre tópicos que íam do poético ao patético, do existencial ao cotidiano, e assim, transcorreo o domingo.
Voltamos pra casa satisfeitos correndo embaixo da chuva paulista na noite de um dia perfeito.