viernes, enero 20, 2006


gosto de sentar no meio do caos quietinho
observar a armonía absurda da cidade
lembra uma sinfonía

sento no café
parece que não estou
ninguem me ve
mas eu compreendo sem ninguem suspeitar
a sincronicidade perfeita e maluca das coisas

observo o carro que para
gestos presurosos
um beijo sugerido com um movimento da mão
não da tempo, aliás tudo "interruptus"
o café tb...

jueves, enero 19, 2006

un rayo de sol
filtrado pero imponente
desestabiliza cualquier penumbra

una melodia
lejana pero inspirada
bendice secretamente la jornada

hoy puede ser un gran dia
y mañana, claro, mañana también!

martes, enero 10, 2006


"Qui de nous deux
Inspire l'autre

Oui je joue
D'un sixième membre
A la forme de tes hanches

Ventre à ventre
Elégante compagne"

(Mathieu Chedid)

viernes, enero 06, 2006


no dia em que vi por primeira vez luz
eu todo entendía sem coomprenssão
como se estivesse no ultimo estagio
como se o inicio fosse um livro sem letras
escrito por estrelas

eu sem saber que ja sabía
ansiava desvendalo
agora que sei que ja soube
não mais me exita apreender.

o último mestre de Siddhartha
um rio, e claro, rios não falam
pelo menos não com palavras,
se o fazem, debe ser na lingua dos rios
mas, com quem ele fala?
será que fala com as margens,
com a erva, arvores e com a terra
que mesmo sem escutar le entendem
pois essas palavras vivas vem da mais profunda
honestidade.

viernes, diciembre 16, 2005

não vejo nada tão obvio
que não valha o risco
que não valha uma locura...

eu gosto do risco
gosto de coisas simples....
um gesto espontáneo e quasi imperceptibel,
como um descuido.

não vejo nada tão importante
que não se permita o afeto
nada tão serio que mereça ser levado
tão a serio
nem nada tão profundo
que la no fundo fosse o fim do mundo...
ne?

jueves, noviembre 03, 2005

escrevo para quem não me lê
canto para quem não me ouve
como palavras mudas, indiferentes

mas, o fato é que escrevo, canto
e isso me salva da locura
reivindica minha existencia...
deixo que as palavras escorreguem dos meus dedos
como agua que tem de seguir seu curso
fico observando-as, me sorprendo ao ver que tu ja não apareces
Trascendí, pensei.