miércoles, junio 14, 2006

Tudo é uma escolha

Sabe aquele dia que vc tropeçou
e machucou o dedão?
ou aquela gripe que te deixou de cama semanas?
ou mesmo aquele dia que vc ganhou um sorteio?
bom, isso tudo é culpa sua.

Sua familia, o lugar onde nasce
a epoca, o dia, a hora
sua lingua, seus enemigos
seus pontos fracos
sua forza
vc.
Manual para um escritor sem ideias

Quando não souber o que escrever
mesmo assim souber que é preciso
começe com um longo silêncio,
e fique em silêncio ate aparecer
uma palavra sincera, necesaria, espontánea
esqueça a complexidade das formas
a sofestifação dialética, escreva como quem grita
como quem goza, como quem chora se for preciso
daí lembre sempre que
quanto menos palavras melhor
as veces basta com uma so
se mesmo assim não aparecer a palavra
dance.

jueves, mayo 25, 2006


as veces no saber es sensato
a veces no decir es oportuno
a veces no no temer es mas seguro
a veces retroceder un paso es avanzar una legua
vi el niño jugando
y lo vi como si mirase su propio mirar
y el, sin mirarme, me sabía...

martes, mayo 23, 2006

O que á e o que não á

não á mais razão de que não te-la
não á mais paixão do que a não vivida

á complexidade suficiente no trinar dos passaros
ou no canto do rio

não á lugar mais seguro que não ocupar lugar nenhum
não á beleza mais delicada que que não se ve

á, não entanto, uma necesidade
de lhe-dar um nome, um lugar
mas com o tempo eu aprendo...

Esta cidade num dia de chuva
me lembra minha cidade
acho que a chuva deixa as cidades mais parecidas
é a mesma chuva...

descí do ónibus na Consolação com a Maria Antonia
tive que aguardar alguns segundos para atravessa-la
enquanto esperava o sinal reparei no asfalto, uma mancha de combustivel policromatica,
era um cometa multicolor, um cachorro de prata logo uma estrela marinha...
aí venho outra roda e com um gesto displicente que lembra
os monges tibetanos na hora de de desfazer o mandala de areia
transformou-la de novo em asfalto, em agua, na solida realidade...

miércoles, abril 05, 2006

o homen martelava
marreta na mão direita, pontero na esquerda
e o chão crocante se abria ao seu capricho
ele sutilmente mordía cheio de prazer

o chão mal podía acreditar sua sorte
feridas negras sangravam a terra
o aço extasiado do pontero
a madera obediente no cabo da marreta
a lingua retorcida do pedreiro
o pedreiro, eu.
que raro prazer ver o cimento quebrando
sera este nosso prazer secreto.